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t3cn0l0gia em português
August 25

"It's the network, stupid!"


Para quem tinha dúvidas que a internet fica algures nos Estados Unidos, a recente onda de queixas relativamente à recepção 3G do iPhone pode ser uma boa pista. Apesar de transparecer como um problema global, são cada vez mais as provas que apontam para uma falha na rede da AT&T.

Na verdade os utilizadores americanos não se queixam apenas do iPhone, mas também do BlackBerry Bold e do Nokia E71 NAM, com todos os terminais a apresentarem os mesmos sintomas: dificuldade na recepção da rede 3G, com uma ou outra variante dentro do mesmo tema.

Devido à natureza intrinsecamente anglófona da internet, os relatos de problemas de recepção exclusivamente americanos aparentam tomar dimensões globais, quando na verdade, a maior parte dos problemas constatados nos três aparelhos referidos, estão iminentemente relacionados com a muito recente infra-estrutura 3G da AT&T.

A comprovar o âmbito norte-americano dos funcionamento errático dos aparelhos estão, não só a disparidade dos componentes supostamente "culpados", já que chip 3G do iPhone é da Infineon e o do BlackBerry Bold é da Marvell, mas também, a vasta maioria de comentários de utilizadores de outros países e que parecem não padecer dos mesmos problemas.

Mais recentemente, uma fabricante sueca de material de testes para equipamento celular, a BlueTest, contrariou os dados empíricos que pareciam indicar uma menor performance na recepção do iPhone, quando comparado com outros equipamentos 3G. Os testes dos engenheiros da BlueTest, efectuados numa câmara específica para a realização de testes de antenas em pequenos dispositivos móveis, compararam o iPhone 3G com um Sony Ericsson P1 e com um Nokia N73. Os resultados mostraram que o P1 é melhor na recepção de sinal, o N73 é mais eficaz no envio de sinais e que o iPhone mostra apenas uma variação imperceptível, na recepção e emissão, quando comparado com os dois.

A maior parte dos problemas relatados trouxe-me vagas recordações do Nokia 6630, que, quando foi lançado e devido à imaturidade da rede 3G em Portugal, oscilava permanentemente entre GPRS e 3G, muitas vezes com dificuldades em adquirir qualquer uma delas. A solução da Nokia foi relativamente simples: no firmware seguinte, a fabricante finlandesa introduziu a opção de desligar permanentemente a recepção 3G e passados alguns meses já era possível utilizar o telemóvel em modo duplo, graças ao investimento da operadora na infra-estrutura.
January 24

Algumas notas sobre os novos produtos da Apple

Na ausência de iPhone em Portugal, o iPod Touch parece cada vez mais uma alternativa muito válida para quem não se importar de prescindir da parte do telemóvel. Aquando da sua apresentação, o Touch não era mais que um iPod com um ecrã maior, mesmo a inclusão do Safari e Wi-Fi era marginal. Todavia, com as novas aplicações, herdadas do iPhone e que incluem email e notas sincronizáveis, entre outras, o Touch aproxima-se a passos largos de um verdadeiro PDA, com capacidades multimédia, PIM, ligação sem fios à internet, browser e cliente de email, tudo isto sincronizável com os dados equivalentes no computador, Mac ou Windows.

O MacBook Air não me impressionou especialmente pelas suas dimensões. Para mim este é um dos raros casos em que o conceito que está por detrás de um produto Apple é significativamente mais importante do que o hardware ou o seu design. A questão aqui não é o peso ou o volume, mas antes a ausência de fios. A decisão da Apple, com o seu estatuto de empresa inovadora e criadora de tendências, de deixar de fora a maior parte dos interfaces físicos, pode e deve resultar em que outros fabricantes assumam iguais riscos e dêem ao hardware a liberdade para a qual os conteúdos baseados na rede e na internet e a proliferação dos serviços de dados móveis o têm estado a preparar. Esta linha de pensamento leva também à constatação do maior defeito do MacBook Air e que é a ausência daquilo que o tornaria um produto verdadeiramente revolucionário: um módulo WWAN 3G, para dados na rede móvel. Lá chegaremos.

Ficam algumas imagens, em primeira mão, do MacBook Air.

January 16

O falso ultra-portátil

A Macworld veio e foi. As novidades? Eu sou português, europeu e a viver em Portugal. Se a compra de séries ainda não está disponível cá, muito menos me interessam alugueres em condições draconianas (24 horas para ver o filme?!).

Para nós, deste lado do Atlântico, as novidades foram mesmo um iPod Touch a beneficiar de algumas das aplicações do iPhone, incluindo Mail e Notas e o impressionante MacBook Air, este sim, a novidade marcante da Macworld 2008.

O MacBook Air vai fazer correr muita tinta nos próximos meses, já o começa a fazer. Bloggers e jornalistas questionam as decisões da Apple e especificamente a ausência de Ethernet, Firewire e uma bateria destacável ou a opção por um disco rígido ATA, ecrã glossy e drive externa.

O Air é o que é, ponto final. É um computador pensado para a mobilidade, um segundo computador para quem leva os computadores a sério. O triunfo da Apple com este computador não é unicamente no campo do design, mas sim no campo da verdadeira portabilidade. O problema da maior parte das análises feitas até agora tem a ver com o facto de partirem de um paradigma de utilização de um único computador. O MacBook Air não foi feito para ser um computador principal, mas antes para ser um companheiro de um Mac de secretária. É um Foleo para o iMac. E essa é uma boa direcção para a Apple, embora um pouco exclusivista.

É essa a única crítica que pode ser feita ao MacBook Air. Para computador de passeio é um pouco caro. Isso e a escolha daquele incrivelmente mau ecrã glossy, já usado nos MacBook, sem opção para o mate do MacBook Pro.

Em termos puramente pessoais acho que a Apple devia ter ido mais longe, nomeadamente com o tamanho de ecrã. Treze polegadas não fazem um ultra-portátil, independentemente de quão fino ou leve é. Mas isso são gostos pessoais e o mercado parece apontar na mesma direcção que a Apple. A questão do tamanho do ecrã, bem como a necessidade que o meu único computador seja um portátil, já me confrontaram com a dura realidade de que o meu próximo Mac vai ser um MacBook Pro de 15 polegadas, lá para Junho, quando for apresentado o novo formato da linha profissional, com novos teclados e trackpad com multi-gestos.

Ah! E o meu PowerBook de 12 polegadas também cabe dentro de um envelope empresarial.

January 15

Microsoft Office Mac 2008

Chegou.

É um Binário Universal (embora pouco importe para o meu PB 12', se bem que a Keynote de hoje possa mudar isso). Tem finalmente um Entourage quase a par com o Outlook, suporta Office Open XML, um interface novo e que promete uma melhor usabilidade e toda uma série de pequenos e grandes melhoramentos em relação ao Office 2004. Graças ao Srs. do MacBU da Microsoft e por via da Microsoft Portugal.

November 15

The Network is the Computer

Ou o computador está na rede. A Sun já vem a dizer isto há anos, em parte para vender thin-clients e em parte porque acredita, mesmo, no modelo. O email é o paradigma supremo da deslocalização do computador. Está tudo lá! Algures, num servidor, encontra-se toda a minha correspondência electrónica, muitas vezes todos os meus contactos e algumas vezes, toda a calendarização do meu dia-a-dia. O Flickr tem todas as minhas fotografias e o YouTube os meus filmes. A informação tem de ser migrável. O monitor deixou de representar um interface com o disco rígido e passou a ser o interface entre a rede e o indíviduo. A Google É um sistema operativo.

Digo isto, porque aqui no Codebits, para onde se olhe, vêem-se equipas de sistemas operativos mistos. Muitos Macs, muitos Windows e muitas e variadas distribuições Linux. Todos a programar para e na rede. Além de sistemas operativos e outras limitações.

November 14

Sapo Codebits

Estou no Sapo Codebits.

Faltam 30 minutos para a meia noite e já se começa a notar um ambiente de cansaço na sala de baixo. O pessoal da sala de cima é mais alternativo, estiveram a trabalhar enquanto ouviam os f.e.v.e.r. e devem estar cheios de estaleca. Há comida para quem tiver fome, pizza e outras coisas nutritivas, absolutamente essenciais para prolongar a maratona de programação pela noite dentro. O código e a Red Bull fluem em uníssono.

O concurso de programação começou hoje ás 14.00 horas, com uma partida digna de uma prova desportiva. Entretanto já houve workshops, muita música e até uma corrida de segways. O plano é mesmo ficar por aqui, falar com os resistentes e pela minha parte, tentar também resistir.

November 07

O OLPC entrou finalmente em produção.

Tenho de confessar que tenho um fraquinho pelo XO-1, o primeiro portátil da iniciativa One Laptop Per Child. Para além da ideia por trás da fundação, de dar a crianças de países em desenvolvimento um portátil adequado às suas necessidades, fácil de utilizar e robusto o suficiente para ser usado em qualquer lado, o hardware e o interface gráfico, eficiente e simples, lembram-me constantemente a orientação inicial de uma certa empresa de Cupertino que, em tempos, produziu computadores e sistemas operativos igualmente fáceis de utilizar e robustos, antes de se dedicar aos leitores de Mp3 e telemóveis.

Tendo já passado pelas atribulações típicas da fase de desenvolvimento e resistido às picardias entre Nicholas Negroponte, o fundador da iniciativa e a Intel, o XO entrou finalmente em produção numa nova fábrica da Quanta, na China.

Durante os últimos meses, o custo de produção do XO tem vindo a subir, tendo um efeito necessariamente negativo na imagem do “portátil de 100 dólares”, já que as últimas indicações apontam para um preço final de 200 dólares por unidade. Espera-se que, com a entrada em produção do portátil, as economias de escala e as encomendas das entidades e governos interessados equilibrem, finalmente, a expectativa e a realidade do projecto.

Para quem estiver interessado, a OLPC anunciou recentemente uma modalidade de compra “um pelo preço de dois”, destinada a privados. A ideia é comprarmos dois portáteis XO, pelo preço anunciado de cerca de 400 dólares, ficando um para nós e outro para doar pela fundação. Já mandei o meu email para lá.

November 03

Eye of Judgment

Fui à Fnac do Colombo para assistir ao lançamento do jogo The Eye of Judgment, para a Playstation 3 e saí de lá uma pessoa diferente. -"Beeeeemm!!!! Granda jogaço que isso deve ser!!!"...

A verdade é que o jogo está giro, é engraçado e tal, joga-se bem...e, o que é verdadeiramente surpreendente, gostei de o jogar. Digo surpreendentemente, porque, o The Eye of Judgement é um jogo de cartas, à la Magic The Gathering.

O grande problema é que eu nunca gostei muito desse tipo de jogos de cartas. Alguns amigos meus jogaram e continuam a jogar, ao Magic e outros que tais. Na minha faculdade havia um clube para jogadores de Magic e era vê-los o dia inteiro no refeitório a jogar grandes cartadas, do tipo: -"Toma lá com o Necromante Tyrreniano Azul!!".

Mas isto tudo para dizer que, apesar de ser um jogo de cartas, gostei do Eye of Judgment. O pack do jogo inclui o tabuleiro, um baralho e a câmara para a PS3, além do próprio jogo. A câmara inclui um suporte que a coloca sobre o tabuleiro, permitindo à PS reconhecer as cartas e acompanhar as jogadas. A diferença é que aquilo que era deixado à imaginação dos jogadores de Magic, a tal batalha entre o Necromante Tyrreniano Azul e o Mamute Anfíbio de Icteos, é agora representado, com os gráficos que já se conhece, pela Playstation 3. E isso faz toda a diferença.

O jogo é também bastante mais simples que o Magic, o que permite jogar com alguém inexperiente e passar uns momentos divertidos, sem ter de ler todo um manual.

 
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